quinta-feira, 18 de junho de 2026

Modo de jogo ignorado. Ainda é preciso compartilhar com terceiros?

 

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  Durante o período de promoção do jogo "Space marines 2", eu fiz uma adaptação de um cenário específico do "Kill Team" para o One Page Rules. Porém, essa adaptação para o One Page Rules acabou não se tornando algo popularmente conhecido ou apreciado, ela  foi ignorado pelo público alvo, que seriam jogadores de One Page Rules brasileiros. 

  Depois de um tempo, essa adaptação se tornou cada vez mais fiel ao modo de jogo do "Kill Tean" e acabou se tornando um modo de jogo exclusivamente para meu grupo de Wargame.

   Será que este jogo é bom ou é apenas algo que fiz casualmente e que não tem relevância alguma? Me ajude a entender o processo de como criar um modo de jogo funciona. 

Kill tean


Inicio - Por que criar um modo?

  Antes de mais nada, eu vou explicar que Warhammer 40K tem um estilo de jogo de exércitos muito popular, porém devido a grande quantidade de miniaturas necessárias para jogar, ele lançou um modo de jogo que se resumia a diminuir a quantidade de miniaturas e manter as mesmas regras.       Esse modo de jogo que deveria se focar em grupos de elite que realizam operações especiais recebeu o nome de Kill tean,  esse modo de jogo inicialmente era apenas um resumo das regras de exército com menos miniaturas e não agradou jogadores. 

Anjos da morte 40k


 Após algum tempo, houve uma reformulação e o novo Kill Tean foi lançado com regras focadas em personagens, agentes especiais com nomes e habilidades próprias completamente diferente de um jogo de exércitos, um jogo de times, esquadrões especiais que podiam realizar missões devido a uma vasta gama de habilidades únicas que combinadas se tornavam incrivelmente mais poderosas do que as habilidades genéricas de seus respectivos times. 

  Após algum tempo, One Page Rules criou um modo de jogo que deveria ser o mesmo, chamado este modo de jogo de "Grindark Future Firefight" (GFF) que deveria ser um modo conhecido como escaramuça, ou seja, jogo de exército, porém com poucos membros ou poucas miniaturas, não se focou em operações especiais, mas sim apenas em reduzir a quantidade de miniaturas, mantendo as mesmas regras e as mesmas fichas. 

  O Resultado? Bem... é um jogo parecido com de exércitos, porém com menos miniaturas, desta forma, não sendo tão interessante quanto o jogo do 40K que se foca em operações especiais. Sabendo desse contexto, eu decidi criar um modo de jogo focado em unidades nomeadas para One Page Rules,  dei inicio ao modo chamado inicialmente de "Ataque aos esgotos." (Playteste disponível aqui no blog.)

Pelo contexto já deu para entender que  Kill Team não é Combat Patrol (do Warhammer 40K) ele mudou suas regras e se focou em regras  diferentes, enquanto a questão de ter um exercito menor para uma partida contida, foi resolvido com as Combat patrols. Conjuntos de times com pontuação baixa mas com o mínimo para se jogar exércitos satisfatoriamente.

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Como funciona o modo?

  Uma das coisas que deixa os jogadores frustrados quando eles jogam o modo de jogo GFF é porque as fichas são  de unidades comuns, não nomeadas, genéricas e são extremamente frágeis e fracas. Aqueles que tem maior conhecimento se focam em pegar apenas unidades heroicas que tem condições de simular operações especiais corretamente. 

  Por exemplo, se eu adiciono a minha lista um irmão de batalha, esse irmão de batalha virá com um fuzil de assalto no jogo padrão, um único ataque, um ponto de penetração de armadura e um bom alcance. Porém, no jogo padrão, eu não estou apenas com uma unidade, eu estou com "cinco", então serão cinco ataques. Enquanto no GFF eu estou com apenas uma unidade, um único ataque, um único erro, um único dano, o que não condiz com a capacidade de alguém das operações especiais. 

  Imagine você ter a oportunidade de jogar um jogo de guerra onde você controlaria um personagem lendário, alguém que é capaz de fazer muitas coisas que um soldado comum não é, alguém como RAMBO, alguém como o senhor Jhon Week ou até mesmo um grande especialista capaz de derrotar um exército sozinho como "Chuck Norris". E ao invés disso, você vai ser obrigado a escolher o soldado genérico número cinco. Pensando nisso o primeiro ponto a revisar era o nome das unidades, escrever um Nome e uma patente nas fichas, para tornar cada soldado deste modo único. 

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 O segundo ponto da criação desse modo de jogo foi o total rebalanceamento das armas e condições de combate. Para ser bem preciso, todas as unidades receberam a habilidade de robustez, que era uma habilidade que existia apenas em unidades chamadas de herói

  Robustez nada mais é do que um contador de capacidade de dano. Então, se um personagem tem robustez 3 (três), que é o mínimo atual, ele pode receber até três golpes antes de ser derrotado. O modo GFF utiliza-se de um teste de "tonteio" no lugar de lhe dar atribuição de pontos de vida, o que é consideravelmente mais difícil de ser "ativado" e muito mais difícil de ser interpretado em mesa. Outro ponto do balanceamento foi o aumento do dano de suas armas, um fuzil de assalto ter do mesmo dano que uma pistola não faz sentido. 

  Por este motivo, todas as armas receberam uma bonificação de dano. Todas as armas que realizam um único ataque passaram a realizar dois ou três, dependendo de sua categoria de tamanho. Afinal, não estamos lidando com equipamento de um soldado padrão, estamos lidando com um equipamento especializado de forças especiais. A pistola de alguém nesse modo de jogo não será tão fraca quanto a pistola de um soldado padrão. 

 Outro balanceamento foi a proibição do uso de movimentos como "Carga" e "Corrida" para se adequar ao espaço contido de movimento dos esgotos, arias fechadas onde um alcance 23" não ajuda a conquistar objetivos longe por ter muitas curvas e paredes para usar essas armas.

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 E o último ponto de rebalanceamento que talvez tenha deixado muitas pessoas confusas é a atribuição de um sistema de horda, ao invés de uma escolha de esquadrão oponente. O sistema de hordas funciona na base da escolha de grupos de unidades que estão em reserva e que serão posicionados nas linhas de objetivo, cada marcador de objetivo é um ponto de entrada de novos oponentes. 

  Desta forma, conquistar um objetivo significa diretamente derrotar a unidade de horda que o protege, impedindo que outras unidades entrem em campo.

 A conquista de todos os objetivos encerra o jogo do lado doa marines, a derrota dos marines encerra o jogo do lado da Horda. 

Ataque aos esgotos


Por que não agradou?

Honestamente?

 Eu não sei, pois disponibilizei ataque aos esgotos em uma forma de play teste e inesperadamente o seu número de downloads foi inferior a cinquenta downloads. 

 Entendo que talvez para muitas pessoas esse número seja até grande para um play teste, mas jogos meus que tinham estruturas bem menores tiveram duzentos a trezentos downloads em dois a três dias de lançados. 

 Eu tenho uma margem de downloads bem alta, pois como o Conclave da aventura é um blog que fez muito ( quando eu falo muito, eu sou bem categórico no "muito") material gratuito. Tem pessoas que entravam diariamente no blog até dois anos atrás apenas pra ver que novos arquivos PDF eu teria colocado à disposição. Porém, o que deixou bem claro era que o público alvo não estava interessado em o estilo de jogo de operações especiais para One Page Rules, não só o desinteresse na quantidade de downloads, como também o completo silêncio da comunidade brasileira focada em GFF.

Ficha GFF

Esta falando disso agora, por que? 

  Depois do lançamento do jogo "Space Marine Dois", um grupo de fãs do jogo adaptou uma missão estilo horda para o jogo de escaramuça do 40K. Desta forma, uma nova forma de jogar em "time" foi adicionada, aonde quase todos os jogadores jogariam com "os soldados" e apenas um jogador controlaria os monstros da Horda. Essa forma de se organizar como "soldados" contra "hordas" acabou se tornando tão parecida com a minha proposta, que eu adaptei esta missão e mudei alguns balanceamentos para se adequarem a ela.
  Depois de duas partidas, a missão se tornou um completo sucesso e então veio o dilema: adaptar e disponibilizar para todos gratuitamente ou manter privado?

Caso queira conferir a missão adaptada: 

   Como todos vocês já devem ter percebido, já que acompanham o blog há algum tempo, eu mantive em privativo. Somente no último final de semana, após ser questionado se eu iria ou não colocar essa missão aqui no blog para todas as pessoas desfrutarem dela, é que eu refleti se valeria a pena ter o trabalho de remontar, refazer, rediagramar e polir esse material para um grupo que esnobou completamente esse tipo de adaptação antes?
 Será que os jogadores de GFF estão realmente interessados em mais um modo de jogo novo pra One Page Rules? Ou devo manter isso como sendo uma das minhas poucas, porém valiosas aquisições a minha lista pessoal de Jogos?
  Afinal, muitos já tentaram adicionar modos novos em One Page Rules, porém a comunidade brasileira que não tem tanta relevância para a página oficial do OPR ignora solenemente, comentando e apoiando apenas o material Oficial. 
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Reflexão e questionamento de Erivaldo Fernandes( Erivas).