quarta-feira, 24 de junho de 2026

Por que tu não esta entrando na nova edição do RPG ? Desaprendeu a ler?

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Resposta: "Ainda sei ler, mas mão quero ler outro livro de sistema." 

É minha resposta oficial.

  Eu não tenho mais idade pra ler livro de sistema Legado/Baseado em outro. Eu sei que parece abrupto mas não é.

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  Essa é uma frase que pode ser meio que polêmica nos grupos de RPG e muito desagradável para algumas pessoas que costumam dizer que esse é o tipo de hobby que precisa de muita leitura. Mas na verdade, eu não tenho mais paciência pra ler livro. É uma verdade que muitas pessoas não entendem, que com a idade e o tempo, cada vez mais escasso ,se torna desprazeroso o hábito forçado da leitura. 

  Não a questão de ler o livro em si, mas de ter que decifrar várias e várias formatações mirabolantes que tentam ser mais interessantes ou mais inteligentes que as formatações clássicas anteriores. Livros com páginas completamente coloridas, informações confusas, regras misturadas com Lore, coisas que realmente são difíceis de ser entendidas numa primeira leitura de autores que costumam dizer que o antigo não é mais legal, que agora o legal é o novo, que suas regras, que nada mais são do que releituras de regras que já foram criadas pra vários sistemas, são regras melhores quando na verdade são apenas a versão que eles mesmos gostam de usar. 

Por experiência própria, cada livro de RPG que eu abri, li, interpretei até o dia de narrar, tinha mesmos conceitos básicos um teste ou um teste que deveria ser superado ou um teste que deveria ser comparado com um número alvo contra uma rolagem de dados, seja ela uma rolagem de dados simples ou uma rolagem de dados complicada. Tudo se resumia a isso. Porém, a cada poucos anos, um novo livro é lançado, tentando reinventar a roda, refazer aquilo que já foi feito de uma forma diferente, mas ao mesmo tempo não mexendo muito no que era necessário pra se tornar igual. Eu estou cansado de ler livro, eu estou cansado de ter que me lembrar de que regra é de qual sistema, quando na verdade nós só jogamos um sistema a vida toda, dividido em varias "Edições". A maioria das pessoas esquece que quando sai uma nova edição, a edição antiga continua existindo. Os jogadores que gostam de jogar aquele jogo continuam gostando e que ninguém tem a obrigação de mudar pra nova edição, só porque um fulano ou um ciclano insistem que ela é melhor, quando na verdade ela só é uma nova roupagem pra algo que já existia há muito tempo.

  Um exemplo que até hoje me deixa muito contrariado com relação a novas edições é o caso de um jogo nacional chamado Terra Devastada. 

 O Terra Devastada, primeiro volume, foi escrito de uma forma muito bem escrita. Ele mesclava contos com regras. Dessa forma, você lia um conto e, em seguida, lia um capítulo de regras, criando um ritmo de leitura muito bom. O ritmo era tão bem escrito que eu acabei lendo o livro inteiro em apenas uma hora, uma única hora, e o ritmo de leitura era constante, mesclando entre contos e regras. Ao chegar no final do livro, nem tinha me percebido que já havia se passado uma hora. De tão boa foi a leitura. Porém, ao lançamento da sua nova edição, edição Apocalipse, o estilo de leitura foi completamente quebrado. Ao invés de uma leitura de crônica e conto, foi transformado em um estilo de "jornal informativo". Dessa forma, o primeiro capítulo era tão enfadônio quanto uma matéria jornalística real, tão mal escrito e tão pouco interessante que eu não consegui terminar de ler o primeiro capítulo inteiro. As informações que na primeira edição eram bem vagas e davam margem para interpretação pessoal foram explicadas milimetricamente, dando nomes, referências, datas e outras informações não solicitadas, ao ponto de que uma leitura que deveria se passar em dez minutos se estendeu por uma narrativa enfadônia de quase duas horas. Era impossível de se ler rápida e de forma agradável, se tornando uma das piores leituras que eu já pus nos meus olhos. Este não foi o único caso de uma segunda edição que destruiu completamente a sua primeira edição por tentar se tornar maior, melhor e mais elaborado, pois ao tentar se tornar mais "diferente", mais elaborado, mais detalhado, mais qualquer coisa, acabou perdendo a sua principal fonte de criatividade, o mistério do surto, uma edição que eu me arrependi de comprar. Hoje a primeira edição não está mais a venda mas que a tem não se desfaz.

    Isso é um reflexo de uma prática de muitas editoras brasileiras. Ao invés de fazer uma reimpressão de um livro que vendeu muito, anunciam uma nova edição do mesmo jogo. O pensamento é simplório (e estúpido em muitos casos). Se lançarmos uma nova edição, todas as pessoas que compraram a primeira serão obrigadas a comprar a segunda. Desta forma, não vamos vender só pras pessoas que estão procurando a primeira edição e não conseguiram comprar. Vamos vender de novo pra todo mundo que já comprou. Esse pensamento acaba fazendo com que o investimento que deveria ser em uma simples reimpressão, com venda garantida, acabasse se tornando muitas vezes maior e em um item que será sondado e possivelmente esnobado ou simplesmente não terá o mesmo valor que a edição anterior. No caso do Terra Devastada, quem possui a primeira edição não vende nem troca pelo fato de ser um jogo com tudo que precisava para agradar jogadores do gênero. A segunda edição tentou ser maior e melhor entupindo o texto de informações não solicitadas, eu já passei pra frente há muito tempo e vez ou outra vejo pessoas a vendendo em valor inferior ao do financiamento coletivo, pois sabem que é apenas um livro que tentou explicar tudo que não tinha explicação na primeira edição e por isso falhou miseravelmente em ser mais popular ou até mesmo tão divertido quanto a original. É por coisas assim que eu cansei de ler livros novos das mesmas edições. 


  Considerando que a maioria das vezes é apenas a reinvenção da roda, e eu não utilizo esse termo levianamente, eu cansei de ler as mesmas regras com novas roupagens. 

 Eu cansei de ler o mesmo texto em diagramações diferentes. 

 Eu cansei de ler as mesmas terminologias com nomes trocados pra agradar fulano ou ciclano que acha um novo nome melhor.

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 "Eu cansei de ler livro de regra, quero jogar e me divertir, se ler um livro atrapalha essa diversão, estão me recuso de ler outro livro de regras." 

     Um desabafo de um narrador de rpg que cansou de reler livros de regras ao invés de jogar.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Modo de jogo ignorado. Ainda é preciso compartilhar com terceiros?

 

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  Durante o período de promoção do jogo "Space marines 2", eu fiz uma adaptação de um cenário específico do "Kill Team" para o One Page Rules. Porém, essa adaptação para o One Page Rules acabou não se tornando algo popularmente conhecido ou apreciado, ela  foi ignorado pelo público alvo, que seriam jogadores de One Page Rules brasileiros. 

  Depois de um tempo, essa adaptação se tornou cada vez mais fiel ao modo de jogo do "Kill Tean" e acabou se tornando um modo de jogo exclusivamente para meu grupo de Wargame.

   Será que este jogo é bom ou é apenas algo que fiz casualmente e que não tem relevância alguma? Me ajude a entender o processo de como criar um modo de jogo funciona. 

Kill tean


Inicio - Por que criar um modo?

  Antes de mais nada, eu vou explicar que Warhammer 40K tem um estilo de jogo de exércitos muito popular, porém devido a grande quantidade de miniaturas necessárias para jogar, ele lançou um modo de jogo que se resumia a diminuir a quantidade de miniaturas e manter as mesmas regras.       Esse modo de jogo que deveria se focar em grupos de elite que realizam operações especiais recebeu o nome de Kill tean,  esse modo de jogo inicialmente era apenas um resumo das regras de exército com menos miniaturas e não agradou jogadores. 

Anjos da morte 40k


 Após algum tempo, houve uma reformulação e o novo Kill Tean foi lançado com regras focadas em personagens, agentes especiais com nomes e habilidades próprias completamente diferente de um jogo de exércitos, um jogo de times, esquadrões especiais que podiam realizar missões devido a uma vasta gama de habilidades únicas que combinadas se tornavam incrivelmente mais poderosas do que as habilidades genéricas de seus respectivos times. 

  Após algum tempo, One Page Rules criou um modo de jogo que deveria ser o mesmo, chamado este modo de jogo de "Grindark Future Firefight" (GFF) que deveria ser um modo conhecido como escaramuça, ou seja, jogo de exército, porém com poucos membros ou poucas miniaturas, não se focou em operações especiais, mas sim apenas em reduzir a quantidade de miniaturas, mantendo as mesmas regras e as mesmas fichas. 

  O Resultado? Bem... é um jogo parecido com de exércitos, porém com menos miniaturas, desta forma, não sendo tão interessante quanto o jogo do 40K que se foca em operações especiais. Sabendo desse contexto, eu decidi criar um modo de jogo focado em unidades nomeadas para One Page Rules,  dei inicio ao modo chamado inicialmente de "Ataque aos esgotos." (Playteste disponível aqui no blog.)

Pelo contexto já deu para entender que  Kill Team não é Combat Patrol (do Warhammer 40K) ele mudou suas regras e se focou em regras  diferentes, enquanto a questão de ter um exercito menor para uma partida contida, foi resolvido com as Combat patrols. Conjuntos de times com pontuação baixa mas com o mínimo para se jogar exércitos satisfatoriamente.

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Como funciona o modo?

  Uma das coisas que deixa os jogadores frustrados quando eles jogam o modo de jogo GFF é porque as fichas são  de unidades comuns, não nomeadas, genéricas e são extremamente frágeis e fracas. Aqueles que tem maior conhecimento se focam em pegar apenas unidades heroicas que tem condições de simular operações especiais corretamente. 

  Por exemplo, se eu adiciono a minha lista um irmão de batalha, esse irmão de batalha virá com um fuzil de assalto no jogo padrão, um único ataque, um ponto de penetração de armadura e um bom alcance. Porém, no jogo padrão, eu não estou apenas com uma unidade, eu estou com "cinco", então serão cinco ataques. Enquanto no GFF eu estou com apenas uma unidade, um único ataque, um único erro, um único dano, o que não condiz com a capacidade de alguém das operações especiais. 

  Imagine você ter a oportunidade de jogar um jogo de guerra onde você controlaria um personagem lendário, alguém que é capaz de fazer muitas coisas que um soldado comum não é, alguém como RAMBO, alguém como o senhor Jhon Week ou até mesmo um grande especialista capaz de derrotar um exército sozinho como "Chuck Norris". E ao invés disso, você vai ser obrigado a escolher o soldado genérico número cinco. Pensando nisso o primeiro ponto a revisar era o nome das unidades, escrever um Nome e uma patente nas fichas, para tornar cada soldado deste modo único. 

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 O segundo ponto da criação desse modo de jogo foi o total rebalanceamento das armas e condições de combate. Para ser bem preciso, todas as unidades receberam a habilidade de robustez, que era uma habilidade que existia apenas em unidades chamadas de herói

  Robustez nada mais é do que um contador de capacidade de dano. Então, se um personagem tem robustez 3 (três), que é o mínimo atual, ele pode receber até três golpes antes de ser derrotado. O modo GFF utiliza-se de um teste de "tonteio" no lugar de lhe dar atribuição de pontos de vida, o que é consideravelmente mais difícil de ser "ativado" e muito mais difícil de ser interpretado em mesa. Outro ponto do balanceamento foi o aumento do dano de suas armas, um fuzil de assalto ter do mesmo dano que uma pistola não faz sentido. 

  Por este motivo, todas as armas receberam uma bonificação de dano. Todas as armas que realizam um único ataque passaram a realizar dois ou três, dependendo de sua categoria de tamanho. Afinal, não estamos lidando com equipamento de um soldado padrão, estamos lidando com um equipamento especializado de forças especiais. A pistola de alguém nesse modo de jogo não será tão fraca quanto a pistola de um soldado padrão. 

 Outro balanceamento foi a proibição do uso de movimentos como "Carga" e "Corrida" para se adequar ao espaço contido de movimento dos esgotos, arias fechadas onde um alcance 23" não ajuda a conquistar objetivos longe por ter muitas curvas e paredes para usar essas armas.

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 E o último ponto de rebalanceamento que talvez tenha deixado muitas pessoas confusas é a atribuição de um sistema de horda, ao invés de uma escolha de esquadrão oponente. O sistema de hordas funciona na base da escolha de grupos de unidades que estão em reserva e que serão posicionados nas linhas de objetivo, cada marcador de objetivo é um ponto de entrada de novos oponentes. 

  Desta forma, conquistar um objetivo significa diretamente derrotar a unidade de horda que o protege, impedindo que outras unidades entrem em campo.

 A conquista de todos os objetivos encerra o jogo do lado doa marines, a derrota dos marines encerra o jogo do lado da Horda. 

Ataque aos esgotos


Por que não agradou?

Honestamente?

 Eu não sei, pois disponibilizei ataque aos esgotos em uma forma de play teste e inesperadamente o seu número de downloads foi inferior a cinquenta downloads. 

 Entendo que talvez para muitas pessoas esse número seja até grande para um play teste, mas jogos meus que tinham estruturas bem menores tiveram duzentos a trezentos downloads em dois a três dias de lançados. 

 Eu tenho uma margem de downloads bem alta, pois como o Conclave da aventura é um blog que fez muito ( quando eu falo muito, eu sou bem categórico no "muito") material gratuito. Tem pessoas que entravam diariamente no blog até dois anos atrás apenas pra ver que novos arquivos PDF eu teria colocado à disposição. Porém, o que deixou bem claro era que o público alvo não estava interessado em o estilo de jogo de operações especiais para One Page Rules, não só o desinteresse na quantidade de downloads, como também o completo silêncio da comunidade brasileira focada em GFF.

Ficha GFF

Esta falando disso agora, por que? 

  Depois do lançamento do jogo "Space Marine Dois", um grupo de fãs do jogo adaptou uma missão estilo horda para o jogo de escaramuça do 40K. Desta forma, uma nova forma de jogar em "time" foi adicionada, aonde quase todos os jogadores jogariam com "os soldados" e apenas um jogador controlaria os monstros da Horda. Essa forma de se organizar como "soldados" contra "hordas" acabou se tornando tão parecida com a minha proposta, que eu adaptei esta missão e mudei alguns balanceamentos para se adequarem a ela.
  Depois de duas partidas, a missão se tornou um completo sucesso e então veio o dilema: adaptar e disponibilizar para todos gratuitamente ou manter privado?

Caso queira conferir a missão adaptada: 

   Como todos vocês já devem ter percebido, já que acompanham o blog há algum tempo, eu mantive em privativo. Somente no último final de semana, após ser questionado se eu iria ou não colocar essa missão aqui no blog para todas as pessoas desfrutarem dela, é que eu refleti se valeria a pena ter o trabalho de remontar, refazer, rediagramar e polir esse material para um grupo que esnobou completamente esse tipo de adaptação antes?
 Será que os jogadores de GFF estão realmente interessados em mais um modo de jogo novo pra One Page Rules? Ou devo manter isso como sendo uma das minhas poucas, porém valiosas aquisições a minha lista pessoal de Jogos?
  Afinal, muitos já tentaram adicionar modos novos em One Page Rules, porém a comunidade brasileira que não tem tanta relevância para a página oficial do OPR ignora solenemente, comentando e apoiando apenas o material Oficial. 
opr Coop

Reflexão e questionamento de Erivaldo Fernandes( Erivas). 


 


quinta-feira, 11 de junho de 2026

RPG- O ENCONTRO DE RPG NÃO MORREU. ELE SÓ FICOU ADULTO.

One page rules

uma análise sobre tempo, compromisso e o fim dos encontros semanais

1. O Encontro Semanal e o Peso da Idade.

Minha experiência com encontros semanais e regulares para jogar RPG, tanto em residências quanto em espaços abertos, gerou uma reflexão: o formato de encontro semanal fixo ainda é viável atualmente, sobretudo para pessoas na minha faixa etária?

  A questão surge de uma constatação: à medida que envelhecemos, acumulamos compromissos inadiáveis. Comprometemo-nos com atividades que não visam o lazer, mas o cumprimento de funções sociais. Nesse contexto, os encontros semanais tornam-se menos frequentes e menos frequentados.

  Originalmente, esse formato era adequado para jovens em período escolar. Ao saírem da escola no final de semana, dispunham de energia e disponibilidade para se reunir e se divertir. Hoje, não sendo mais tão jovem, esse formato deixou de ser um compromisso prazeroso para se tornar apenas mais uma obrigação na agenda. O encontro semanal não é mais percebido como diversão, mas como mais um compromisso. E essa não era sua proposta original.

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2. O Esforço de Sair de Casa e os Dois Modelos de Encontro.

  Um ponto que muitos não consideram é que, após certa idade, todas as atividades fora de casa demandam esforço. Organizei encontros de RPG por quase vinte anos, intercalados com encontros de anime e convenções.

  Os encontros de RPG em âmbito fechado, ou seja, em residências, sempre dependeram da organização do dono do local ou de um membro mais engajado. Essa pessoa cedia seu tempo para coordenar horários, confirmar presenças e garantir que a sessão ocorresse. Esses encontros particulares foram a maioria dos que participei, até que os amigos com disponibilidade para se reunir todos os finais de semana ingressaram no mercado de trabalho.

  Atualmente, os encontros abertos, realizados em shoppings, livrarias e outros espaços públicos, não oferecem o mesmo conforto do encontro fechado. Diferença entre os modelos:

Encontro Fechado: Ocorre em espaço privado, como uma residência. Caracteriza-se por ter um grupo de jogadores fixo, definido por convite. A organização é centralizada em uma ou mais pessoas responsáveis. A principal vantagem é a coesão do grupo, que permite continuidade de campanhas longas. A principal desvantagem é sua dependência: se o organizador não puder mais ceder seu tempo, o grupo se desfaz.

Encontro Aberto: Ocorre em espaço público. Caracteriza-se por ser acessível a qualquer pessoa interessada em jogar. Não há jogadores fixos nem a necessidade de convite prévio. A principal vantagem é a oportunidade de conhecer novas pessoas e divulgar o hobby. A principal desvantagem é a alta rotatividade de participantes, o que dificulta a manutenção de um grupo coeso e a continuidade de campanhas.

   Ambos os modelos são válidos para a divulgação do RPG e proporcionam lazer. Contudo, com o tempo, passei a questionar se o tempo dedicado a esses encontros ainda possuía a mesma importância que no passado. A visão que apresento não é universal, mas pessoal. A forma como eu enxergava os encontros abertos aos vinte anos não é a mesma que hoje, após os trinta. O que antes era integralmente diversão, hoje se aproxima de uma obrigação. Observo que os participantes mais jovens frequentam os encontros sem compromisso e os mais velhos se comprometem a ponto de, por vezes, não se divertirem.

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3. O Equilíbrio Perdido e o Efeito da Vida Adulta.

  Nos últimos dois anos, optei por não comparar grupos ou experiências, e sim analisar o ponto em comum entre o encontro aberto e o fechado. A conclusão é simples: ambos visam à diversão do grupo. 

  Quando a atividade se torna apenas compromisso e a diversão se torna escassa, o encontro falhou. Quando não há compromisso algum e apenas a diversão sem controle, o encontro não se repete. É necessário equilíbrio entre diversão e responsabilidade pela periodicidade e consistência.

  Um exemplo prático ocorreu em Fortaleza. Historicamente, a cidade teve muitos grupos de RPG com encontros semanais. Após a pandemia, esses encontros semanais desapareceram por completo. Não foi por falta de locais, pois os grupos sempre mudaram de espaço conforme a necessidade. O que mudou foi o perfil dos organizadores?

   Antes da pandemia, a maioria era universitária. No pós-pandemia, grande parte se formou e ingressou formalmente no mercado de trabalho, assumindo as responsabilidades da vida adulta descritas anteriormente .Isso demonstrou que os encontros semanais passaram a ser mensais, com uma data fixa no mês, e não na semana. O formato semanal não estava desgastado. Os organizadores estavam. Não eram mais jovens, mas adultos cujas responsabilidades impedem dedicar um dia da semana ao lazer. É necessário mais planejamento para retirar um dia do mês, e não da semana, para descansar e jogar. O formato ainda existe para universitários, adolescentes e pessoas com tempo disponível. Contudo, para o adulto, o tempo para diversão é escasso.

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4. Wargame, D&D e a Mudança de Público. 

  Uma mudança nos meus hábitos de lazer foi começar a jogar Wargames. Esses jogos não tinham espaço nos encontros de RPG, pois o público-alvo sempre preferiu RPG. O Wargame é voltado para pessoas que buscam um jogo que exige preparação prévia: montar equipes, pintar miniaturas e criar terrenos. Não é uma atividade para um encontro semanal onde se apenas senta e joga. Exige tempo e planejamento.

   Com o tempo, observou-se que nos encontros de RPG o interesse se concentrava majoritariamente em um sistema: Dungeons & Dragons. 

   Outros sistemas, tão divertidos quanto, porém menos divulgados, não atraíam o público. Mesas anunciadas como D&D fechavam o número mínimo de jogadores rapidamente, às vezes excedendo-o. Percebi que os encontros abertos não atendiam mais à minha necessidade, pois o público presente não era aquele disposto a participar de uma partida de quatro horas. Era um público que buscava uma experiência de duas horas de Dungeons & Dragons. Esse não é o meu público.

   Após essa constatação, ingressei em um clube de Wargame. Nossos encontros, ainda que em shoppings, funcionam como "encontros fechados em espaço aberto". A participação exige convite. Apenas pessoas com seu próprio equipamento, dispostas a investir tempo e se preparar, podem jogar. Curiosos não estão autorizados a sentar à mesa. Divulgamos o hobby, mas deixamos claro que, para participar, é necessário investimento e preparação.

   Esse modelo demonstrou que os encontros de RPG mensais são diferentes. Não exigem a mesma preparação e planejamento. Notei que jogos sem profundidade não me atraem mais. É possível afirmar que outras pessoas, da minha idade ou mais novas, percebem que encontros com mesas gratuitas e jogos sem profundidade estão menos atrativos para quem realmente quer jogar RPG e mais atrativos para quem está interessado apenas na popularidade momentânea do sistema.

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5. Considerações Finais.

    Há algum tempo, afirmava-se que o RPG no Brasil havia morrido. Essa afirmação não procede. A prova foi a mobilização de jogadores de Fortaleza, que postaram fotos de encontros e convenções lotadas, demonstrando que o RPG não morreu. Ele apenas não estava sendo jogado na região de quem reclamava, seja por falta de iniciativa, seja porque, como explicado, as pessoas envelheceram. Quando o público de um jogo envelhece, é necessário formar novos jogadores. Comunidades que apenas apresentam o jogo de forma trivial a pessoas mais novas não criam um novo jogador, mas servem apenas como entretenimento momentâneo para alguém sem compromisso. Em resumo, o formato de encontro semanal não está desgastado. As pessoas envelheceram e o formato não se adequa mais à faixa etária dos organizadores. O formato ainda é válido, desde que pessoas mais novas assumam o compromisso. Atualmente, isso é difícil, pois o RPG é visto frequentemente como conteúdo, como diversão passageira, e não como compromisso. Essa diferença de percepção define a adaptação dos formatos. Quem o vê como diversão passageira não se compromete com sessões seguidas. Quem tem compromisso não dispõe de sábados durante um mês inteiro para um grupo que só se reunirá completamente uma vez. Por isso, é mais fácil organizar um encontro mensal para a idade dos organizadores atuais do que um semanal. Formatos bimestrais ou anuais podem ser até mais proveitosos no contexto atual. 

grupo de encontro


   É fundamental ressaltar que as conclusões apresentadas nesta matéria derivam de observação e comparação de experiências pessoais. Não se baseiam em pesquisa externa ou dados estatísticos. Outros estados podem ter um público de RPG mais jovem. Contudo, no meu círculo de contatos, a faixa etária dos jogadores é alta. 

   Praticamente não há mais jogadores adolescentes nesses encontros. Quase todos são maiores de dezoito anos, e os poucos adolescentes presentes acompanham os pais, que são jogadores há muitos anos.
 

Wargame - Investimento ou perda de Dinheiro?

 

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    Muitas pessoas perguntam qual é a diferença entre eu investir no Wargame e eu investir no RPG.

   Bom, são formas diferentes de se ter um passatempo no Brasil. Um deles é muito caro e pouco acessível. O outro é bem acessível, mas ao mesmo tempo complicado. 

  Acho que a principal divergência entre ambos os jogos é a obrigatoriedade da compra de equipamento para o jogo. Não entendam mal, más comprar miniaturas no Brasil é um verdadeiro pesadelo. Não só a carga tributária é pesada e os impostos fazem com que fique inviável, como as poucas pessoas que tem acesso gastam uma quantidade absurda de dinheiro em algo que deveria ser barato, uma peça de jogo pra consumo rápido. 

  O maior exemplo disso é o Wargame Warhammer 40k no Brasil, embora seja o mais tradicional de todos os jogos. Warhammer 40K é também o mais caro, complicado e difícil de se obter. Pra comprar-se um modelo, é necessário investir de R$ 200,00 (duzentos) a R$400,00 (quatrocentos) reais em uma única pecinha de plástico, o que é inviável pra maioria da população brasileira. 

  Com o advento das novas impressoras 3D que podem imprimir miniaturas a um preço infinitamente mais barato, a porta de entrada pros jogos de Wargame se tornou muito, mais amistosa. Porém, ainda continua restritiva, não pelo fato das miniaturas terem um balanceamento diferente ou pelo fato de que os custos reduziram mas continuam autos, mas pelo próprio gosto do brasileiro por jogos de tabuleiro em que as regras não sejam sempre regras balanceadas, mas sim regras que possam contar mais com a sorte do que com a habilidade. 

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  Por experiência própria, eu vou falar como eu entrei no mundo do Wargame e porque ele me tornou mais atrativo do que o RPG nos dias de hoje.

O inicio.

   Como todos sabem, quase tudo tem um começo na adolescencia, e o meu começo foi numa época completamente diferente dos dias de hoje, na década de 2000 (dois mil). É claro que, como uma pessoa que viveu a década de dois mil como adolescente ou como jovem adulto no final da década, eu tinha como foco escola e vestibular, mas também já tinha um trabalho. E por eu ganhar meu próprio salário, eu passei a ter interesses nos quais eu poderia gastar o meu salário, e um desses interesses era um jogo de miniaturas que havia sido anunciado na revista Dragão Brasil, chamado "Mage Knights". O Mage Knights era o primeiro jogo de Wargaming, utilizando o sistema de discos de combate, sistema hoje conhecido como Clix (do HeroClix). O Mage Knights foi minha porta de entrada para os Wargamings, de forma que eu era a única pessoa de todo o meu bairro a possuir as miniaturas, a única pessoa de todo o meu bairro a ter lido as regras, e a única pessoa de todo o meu bairro a jogar ativamente e incentivar outros a jogarem ativamente (eu montei 2 times com minhas próprias miniaturas para emprestar um ao oponente.). O que foi bem difícil, pois na época a compra das miniaturas do Mage Knights era extremamente cara, desbalanceada com valores de jogos de RPG da ocasião, e para mim a compra de um pacote de miniaturas era tão cara que chegava a representar cinquenta por cento do salário que eu recebia na época.

  

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  Depois de eu ter passado alguns meses acumulando miniaturas, montando exércitos, treinando e fazendo com que as pessoas ao meu redor começassem a jogar comigo e se interessassem um pouco pelo jogo, anunciaram que o jogo  seria descontinuado e que não haveria mais lançamento de novas miniaturas, pois eles estavam entrando numa nova fase. Nessa fase, eles estavam desistindo do tema medieval pra fazer os jogos de heróis, no caso que hoje nós chamamos de HeroClix. Na época, eu ainda tentei passar algum tempo com as minhas miniaturas, mas devido a um problema financeiro, eu tive que vender praticamente quase tudo a um preço muito baixo. 


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  As miniaturas do jogo se foram, mas o tempo que eu passei com elas não se foi. Então, todo aquele tempo que eu passei, criando cenários, fazendo peças de cenário, criando formas de fazer as pessoas entenderem as regras, fazendo fichas traduzidas pra português, explicando as regras e jogando com as pessoas, foi me dando gosto por esse tipo de jogo, o jogo de estratégia. Porém, sendo bem realista, Magic Knights era muito mais simples do que os jogos de estratégia da época, como no caso Warhammer. E quando eu tive o meu segundo contato com o Wargame novamente, foi em um evento de anime no conjunto José Walter, aqui em Fortaleza, onde eu fui apresentado a um Wargame muito mais amistoso, porém ainda complicado.


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O BattleTech, BattleTech era um Wargame focado em pilotagem de robôs gigantes, em que você pilota um robô gigante ou uma companhia de robôs gigantes em uma enorme guerra num campo de hexágonos. O fato dele ser jogado em cima de um tabuleiro já deixava com que fosse muito mais fácil delimitar o espaço de jogo, ao contrário do espaço livre dos outros Wargames. E o fato do tabuleiro ter desenhos em uma postura isométrica vista por cima ajudava muito na imaginação de obstáculos. Eu poderia muito bem fazer os obstáculos se encaixarem no mapa, e foi algo que me foi apresentado de modo artesanal, pois como as miniaturas eram muito caras, o grupo que estava levando o jogo para o evento fez miniaturas esculpidas à mão. Essas miniaturas pra mim não fizeram diferença das miniaturas do Magic Knights, eram pequenas, porém eram bonitas, e faziam a sua função, que era representar as unidades do jogo. Após aquele dia, eu passei a procurar BattleTech como um louco, mas não havia nenhuma forma de encontrar a caixa do jogo ou informações do jogo, nada sobre ele estava disponível pra mim. 

   Lembrem-se todos que naquela época,era começo dos anos dois mil, até mais ou menos metade dos anos dois mil, a internet praticamente não existia, era extremamente restrita e de pouco acesso. Sem falar de que a internet no Brasil era de acesso muito mais limitado do que em outros países, o que dificultava muito uma simples pesquisa por o nome de um jogo. 

 

battletech board

   Neste meio tempo, houve a mudança da edição de Dungeons and Dragons. Essa nova mudança na edição, que foi a famosa quarta edição do jogo, trazia uma obrigatoriedade do uso de mapas e miniaturas. 
   O uso de mapas e miniaturas para mim não era estranho, pois devido à experiência do Mage Knights e posteriormente do BattleTech, era muito mais cômodo pra mim o uso das miniaturas para representação de personagens em campos desenhados em mapas do que eu não usar. E isto acabou se tornando a substituição dos Wargames por um período de tempo, pois eu nunca entrei no Warhammer naquela época, pois tudo que havia de Warhammer era caro, restrito e extremamente difícil. Enquanto a quarta edição estava sendo amplamente divulgada e incentivada, as miniaturas não tinham um custo muito pesado se comparadas com miniaturas de Mage Knights, e eu passei a investir nessas miniaturas de RPG para jogar e possivelmente, no caso de aderir a um Wargame com a temática medieval novamente, usá-las como unidades. 

Dungeons and dragons


   O que se provou como sendo verdade quando Dungeons and Dragons lançou o seu sistema de Wargame, porém o sistema baseado no RPG não era tão bom quanto a sua alternativa, o HeroClix. Cheguei a juntar uma grande quantidade de cliques, dessa vez com um preço mais amigável, comprando versões pirateadas do Paraguai ou que foram retiradas de linha anos atrás e estavam sendo revendidas no Brasil a um preço mais baixo. E passei a colecionar HeroClix de heróis específicos, porém cada vez menos jogando-os. Minhas experiências em Wargame foram se tornando histórias do passado à medida que eu fui me aprofundando no RPG, como consequência da adesão ao Dungeons and Dragons quarta edição, e em seguida sua quinta edição. 
   Foi apenas em dois mil e dezoito que eu retornei aos Wargames com o advento do retorno de BattleTech à minha vida.
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   Em 2018, a nova editora do BattleTech iniciou um financiamento coletivo. A antiga editora vendeu os direitos para uma nova editora que decidiu reiniciar tudo. Então, novas caixas básicas de uma nova edição, com mudanças nas regras pra se tornarem mais enxutas e menos complicadas, acabaram sendo divulgadas na internet. 
  Eu, que tinha aquele nome na cabeça há muito tempo, reconheci BattleTech como sendo o jogo que eu joguei naquele dia, muitos anos atrás, e comecei a vasculhar pela internet. (E agora, com o poder da internet!)
  Eu encontrei e encontrei não só o financiamento coletivo, mas os dados sobre o jogo, as vendas e uma comunidade no Facebook, que havia adquirido a caixa que esteve no Brasil. Pois a caixa vendida no Brasil, traduzida para português, era na verdade a quarta edição de BattleTech, enquanto a atual edição podia ser vista como a sexta edição de BattleTech Classico. Esse novo BattleTech acabou entrando na minha vida quando, ao encontrar seus materiais de download gratuito, todos em Inglês, eu decidi realizar uma tradução das regras, o que se tornou a primeira tradução não oficial das regras para o português brasileiro dessa nova edição. 
  Muitos da comunidade acabaram me conhecendo por essa tradução, e muitos da comunidade acabaram tendo um certo respeito pela minha iniciativa. E foi baseado nesse respeito que um terceiro entrando em contato comigo se ofereceu pra me ajudar a comprar uma caixa de BattleTech. Eu comprei uma caixa original, no ano seguinte eu consegui comprar uma nova, e ao chegar em dois mil e vinte, eu não só havia conseguido duas caixas iniciais, como também consegui um lote de miniaturas da quarta edição, vendido no Mercado Livre, achando-se serem brinquedos comuns por engano.
   Adquirindo uma grande quantidade de robôs do BattleTech, a única coisa que faltava para esse Wargame engatar completamente eram outros jogadores. Pois embora eu ainda fosse o cara dos Wargames, no meu bairro, as pessoas não queriam jogar Wargames, queriam jogar RPG e nada mais.
   Não importa se eu oferecesse ou se eu incentivasse, as pessoas queriam jogar Dungeons and Dragons com seus bonequinhos medievais e ignoraram completamente os robôs de BattleTech. Encontrei jogadores em eventos e ensinei o jogo a algumas pessoas, mas apenas recentemente, em 2023 , eu consegui formar um grupo de jogadores, literalmente uma pequena comunidade de jogadores mista de BattleTech e outros jogos aqui no estado do Ceará. E foi por incentivo de um desses jogadores desta comunidade que eu acabei aderindo à comunidade de Warhammer. Devido a experiências durante a pandemia com o sistema One Page Rules, que dizia-se ser um jogo de Wargame, que utilizava as mesmas miniaturas de Warhammer (sim, ele foi pensado para usar as mesmas miniaturas como proxy). Eu acabei iniciando a aquisição de miniaturas de Warhammer para jogar One Page Rules. Porém, no final, acabei aderindo ao Warhammer 40k décima edição.


 Se eu somar tudo que gastei ate hoje em 2026 posso afirmar que já foram mais de R$ 3.000,00 reais com wargames. 

Hoje em dia.

Battletech

   Nos dias de hoje é bem diferente da época em que eu comecei (e se você leu até aqui e sabe de tudo o que eu falei no texto acima se refere aos anos 2000 ate 2010), vocês devem estar pensando que a quantidade de dinheiro gasto com essas miniaturas foi um desperdício. Para mim, não foi. 

  A grande verdade sobre os hobbies ou passatempo  é que gastar dinheiro com eles não é perda, mas sim é investimento na própria diversão. Ao aderir ao Warhammer 40k, eu adquiri não só miniaturas, pincéis e tintas de pintura. Eu adquiri uma forma de juntar amigos pra jogar e se divertir a mais, pois eu tenho BattleTech, eu tenho BattleTech Alpha Strike, que é uma segunda forma do jogo em que nós jogamos com muito mais frequência do que o jogo clássico. Tenho One Page Rules (que por mais raiva que me faça, ainda é jogável).
   E guardado no meu coração, ainda existe em algum lugar do meu passado o Mage Knights, que embora não tenha mais uma única miniatura comigo, ele existiu e foi a base, o alicerce, pra tudo que eu joguei em seguida. Hoje no Brasil, existe uma tecnologia chamada impressora 3D. A impressora 3D barateou o custo das miniaturas em mais de cinquenta por cento. Anteriormente, pra você montar um time de BattleTech, você precisaria comprar uma caixa básica de pelo menos trezentos reais com duas miniaturas, ou uma caixa básica de seiscentos reais com oito miniaturas, ou a atual caixa básica mais recomendada, que seria a caixa básica do Alpha Strike, por novecentos reais, onde haveriam treze miniaturas.
     Porém, há várias lojas de impressão 3D que oferecem kits de miniaturas, tanto do BattleTech quanto de outros jogos, com valores inferiores aos cento e cinquenta reais. Montar um time com oitenta reais, ou tentar montar um esquadrão pra jogar Warhammer, ou pra jogar One Page Rules com menos de duzentos reais, hoje em dia é possível. Há uma certa resistência de pessoas que compraram material original e não querem material impresso 3D misturado com original, mas a verdade é que não há diferenças. 

warhammer 40k



A única diferença entre impressão 3D e o material original é o fato de que um foi feito no plástico e o outro foi impresso na resina. Hoje em dia, não é uma perda de dinheiro investir em uma forma de passatempo divertida como Wargaming, mas muitas vezes apenas investir sem ter uma base de conhecimento faz com que você compre aquilo que você não precisa pra jogar.

  Investir em algo que pode te trazer diversão não é perda, e preparação para a diversão que virá.



Warhammer 11ª Edição - Um pouco sobre Consistência que falta em OPR.

 

Space marines

Quando a 11ª Edição chegará?

As apostas mais seguras são para o verão de 2026. A Games Workshop lança uma nova edição principal da maioria de seus jogos a cada três anos, e a 10ª edição entrou em pré-venda em 11 de junho de 2023.

Os modelos existentes serão compatíveis?


Sim! As pessoas investem muito tempo e dinheiro em suas miniaturas. Torná-las obsoletas com o lançamento de uma nova edição causaria revolta.

Às vezes, os modelos "vão para a seção Legends". Normalmente, são modelos que a GW não fabrica mais (muitas vezes porque foram projetados na época do metal e da resina, sendo caros de produzir e com aparência inferior) ou que foram produzidos para outros sistemas de jogo. Isso não acontece com muitos modelos a cada edição e, quando acontece, a GW fornece regras por alguns anos para que você ainda possa usá-los em jogos casuais.

Às vezes, os modelos são substituídos por designs mais recentes, mas você ainda pode usar os designs antigos (embora, se o formato da base mudar, recomenda-se trocar a base ou adicionar extensores).

Os livros existentes serão compatíveis?


Sim (pelo menos as regras de exército serão).

A Games Workshop costuma fazer dois tipos de atualizações para novas edições: aquelas que reformulam completamente as regras e quebram a compatibilidade com tudo, e aquelas que são mais um refinamento do sistema atual.

A Games Workshop informou que a 11ª edição usará as regras de exército da 10ª edição (portanto, seus Codex continuarão válidos). Eles não mencionaram missões, então não espere que seus planos de batalha da 10ª edição dos suplementos White Dwarf, Chapter Approved e Crusade sejam mantidos.

Precisarei comprar um novo Codex?


Sim, mas não imediatamente.

Quando o Codex da 11ª edição para uma facção for lançado, ele tornará obsoleto o da 10ª edição (ou o download gratuito das regras, caso não haja um Codex válido para a facção existente).

No entanto, os Codexes são lançados gradualmente ao longo dos primeiros dois anos do ciclo de vida da edição (sendo os Codexes das duas facções na caixa de lançamento os dois primeiros). Até lá, seu Codex atual funcionará perfeitamente.

Caixa de lançamento? O que vem nela?


A Games Workshop lança uma edição com um pacote promocional com um grande desconto. Desta vez, é a edição Armageddon. A caixa de lançamento Armageddon inclui os seguintes modelos de Space Marines:

Este novo conjunto Armageddon tem como tema narrativo os Blood Angels, mas os modelos em si não possuem nenhuma marcação esculpida, podendo ser usados ​​por qualquer capítulo de Space Marines. Trata-se de uma força rápida e ágil — uma ótima notícia para os filhos de Sanguinius, mas também para os fãs da Raven Guard e dos White Scars, amantes da velocidade. A Games Workshop está reformulando as unidades principais dos Primaris Space Marines que lançou na 8ª edição, há nove anos — começando pelos seus principais Bolt Riflemen, os Intercessores.


Um detalhe importante: esses novos marines básicos ostentam uma mistura de armadura de poder Mk X Tacticus e o padrão "clássico" Mk 7 usado pelas gerações anteriores de marines "primogênitos". O sujeito na imagem acima está usando um capacete Mk 7, enquanto as caneleiras achatadas, sem joelheiras, lembram mais o padrão Mk 6 usado durante a Heresia de Horus.

Na prévia da Adepticon, a GW afirmou que isso se deve ao fato de que, após anos de cruzadas na Era Indomitus, cobrindo extensões cada vez maiores do espaço, as linhas de suprimento estão tão esticadas que até mesmo a nova geração de Astartes precisa usar equipamentos antigos para sobreviver.

Mas isso também reflete o próximo passo para borrar as linhas entre os Space Marines "novos" e "antigos". Esses modelos grandes não são mais Primaris Marines, são apenas Space Marines, e é melhor nos acostumarmos com isso.


Em uma caixa dos Blood Angels, faz todo o sentido incluir um novo Capelão com Mochila de Salto, já que o modelo anterior era uma escultura específica dos Blood Angels, datada de 2015. A GW revelou a nova miniatura em 20 de abril, e é um sucesso absoluto, repleta de detalhes barrocos e absolutamente ameaçadora. O principal líder de infantaria da força dos Blood Angels é um Tenente Primaris equipado com um Escudo Relíquia. Ficamos sinceramente surpresos - a GW simplesmente adora Tenentes Primaris, e o Escudo Relíquia deste sujeito é notavelmente discreto em comparação com seu antecessor na caixa Indomitus da 9ª edição - não há ossos presos a ele!

Se o capacete Mk7 do Intercessor não te convenceu de que o conjunto Armageddon está apelando para a nostalgia, isso certamente convencerá: parece que o veículo dos Space Marines na caixa é um novo Land Speeder, que é meio que um Land Speeder antigo.

Visto no trailer sendo completamente aniquilado por um artilheiro Ork Mek, este veículo possui as placas gravitacionais inferiores dos Storm Speeders mais recentes, mas, fora isso, parece quase exatamente igual ao modelo clássico do Land Speeder de antigamente.


Bem, quase exatamente. Ele está equipado com um trio de armas: um multimelta, um canhão gatling e uma série de mísseis. Anteriormente, esses armamentos eram divididos entre três variantes diferentes do Land Speeder - agora eles estão combinados.

E isto é apenas o time dos marines nesta caixa o oponente são os "orks".



Por que tudo isso para falar de 40K ?

  Todas as informações dadas sobre a nova edição de Warhammer, na verdade, são apenas a consequência de uma consistência. Por mais que as pessoas detestem a GW, quando ela muda de edição, pois  muitas vezes ela retira algumas miniaturas da linha. A GW mantém uma consistência de tempo de atualização. Suas edições tem um tempo pré-determinado pra durar. Elas podem se manter no ar por dois ou até três anos, como esta 10º edição que, por coincidência, se manteve ativa por três anos (2023-2026). Décima primeira edição  chega não só com novidades nas regras e com novidades nas formas de jogar, mas também com simplificações de regras que já existiam. E essa consistência acaba me lembrando de outro jogo do qual eu ando reclamando muito, que é o jogo One Page Rules, abreviado para a sigla OPR.

 O meu problema com One Page Rules é a sua constante atualização. Não, o jogo não está atualizando anualmente. Ele está atualizando em um período muito curto, novas versões são lançadas com de dois a três meses de espaço entre elas, causando perdas e inconsistências nas listas entre uma atualização e outra. 

 Geralmente, são atualizações menores de balanceamento que tem dois efeitos primários. Os dois efeitos primários são: 1- toda e qualquer ficha impressa pode ser considerada obsoleta e descartada por uma atualização de rebalanceamento. (O que impede o lançamento de uma edição Oficial do livro de regras.)

2- todo e qualquer planejamento de impressão de lista ou fichas para uso a longo prazo pode, por conta deste constante  rebalanceamento, ser considerado incapaz de se manter compatível com o jogo atual. 

  Um dos exemplos mais práticos foi quando eu montei fichas com imagens bonitas e elaboradas para o One Page Rules ser jogado em um evento e, quarenta e oito horas antes do evento, houve uma nova atualização que mudou a versão atual do jogo de 3.4.0  para 3.4.1 e me obrigou a refazer todas as fichas de personagens no período de doze horas antes do evento. O custo operacional de reimprimir e cortar tudo novamente foi um trabalho extremamente absurdo, porém as novas fichas, após serem usadas naquele final de semana, nunca mais foram usadas novamente, pois houve uma nova atualização que invalidou todo esse trabalho cerca de um mês e meio após a impressão das fichas usadas naquele final de semana. 

  No Brasil, o material do Warhammer é extremamente caro. O One Page Rules acabou se mostrando uma alternativa não só muito mais barata e muito mais acessível, como também uma porta de entrada bem mais viável, pois conseguir o material original de Warhammer era virtualmente impossível, a menos que você tivesse muito dinheiro. O material de One Page Rules, por ser mais acessível, mostrou-se mais amistoso para ser adquirido, impresso e usado para jogar.  

  Porém, a questão da mudança das regras em uma quantidade de tempo tão curta acabou inviabilizando-se de criar consistentemente manuais oficiais na língua portuguesa. O que é interessante, pois a versão oficial do jogo que chegou ao Brasil recentemente, uma caixa básica que já está quatro atualizações desatualizada, não tem regras em português, embora apresente regras em cinco idiomas diferentes, o que faz com que o livro em português seja considerado um ato de pirataria. (Revoltado)

 O fato de que o One Page Rules decidiu criar uma caixa oficial com suas regras, dois exércitos e fichas, foi algo que me deixou surpreso, pois a caixa oficial já está a três atualizações desatualizada. 

OPR


 Chegou ao Brasil recentemente e, graças à carga tributária de impostos do nosso país, que é extremamente pesada, está mais cara do que a caixa de Warhammer 40k, que é um material de luxo, comparado com quase todos os materiais vendidos. Porém, o One Page Rules cometeu um erro que eu considero até agora como o pior de todos: o erro de tentar atualizar as suas regras a cada dois meses, esquecendo que o seu próprio material oficial não pode ser atualizado. Não só o descaso com a língua portuguesa, pois as traduções oficiais não existem para português, como o descaso com os próprios jogadores que nem sequer podem criar seus próprios designs originais, pois terão que manter os designs sempre online, sempre digitais, onde possam ser alterados, deixando assim muito mais difícil e custoso manter-se jogador do jogo. 

  O One Page Rules cometeu um erro simples que a GW não cometeu: o erro de se manter inconstante. Enquanto uma nova edição de Warhammer leva três anos para ser trocada e suas regras não serão alteradas, são três anos para imprimir, divulgar e criar materiais em cima de um conjunto de regras que não terá nenhum tipo de alteração que invalide essas fichas. Enquanto o One Page Rules lançou uma caixa básica, cujas fichas, livros e traduções já estão obsoletos há meses. Não é uma crítica apenas ao caso de atualizações constantes, mas uma crítica à inconstância daquele produto que deveria ser uma alternativa ao Warhammer mais barato, mais prático e mais direto, e acabou se mostrando um jogo incapaz de competir com Warhammer pelo simples fato de que, O jogador de wargame não é tolo,  eles podem se dar o luxo de imprimir uma única vez uma ficha e a deixar válida por três anos, enquanto no One Page Rules não se pode manter uma ficha impressa válida por mais do que dois meses.

  Existem muitas pessoas que dirão um argumento: "ah, mas você pode jogar com a ficha velha, ninguém vai te obrigar a usar uma ficha nova". Por que você está falando isso?

 Experiência própria. 

fichas


  Já aconteceu comigo de chegar em um evento e a pessoa abrir o editor, pois há um editor para celular de fichas, se recusar a jogar com a ficha velha, criar uma ficha nova rebalanceada e dar uma surra em um exército feito com fichas velhas apenas porque o re-balanceamento deixou as criaturas dele mais fortes. Isso não é justo, pois o ideal seria ambos jogarem com as fichas compatíveis com sua própria edição, mas nenhum jogador vai se sujeitar a isto, a menos que seja um novato que não conhece o jogo. 

  A existência de um aplicativo para celular que altera, cria e monta exércitos parece ter resolvido o problema, porém o que estas pessoas não sabem é que uma boa parte da população brasileira, incluindo eu, Erivaldo, não temos celulares com potência capaz de rodar este aplicativo sem travar.

  Meu celular trava várias vezes e já me deu incontáveis raivas, além de montar listas erradas por travamento e não montar corretamente listas. É difícil, custoso e é extremamente complicado de se usar no celular, embora o aplicativo funcione muito bem em um computador. Eu sou um dos muitos jogadores que não levam um notebook para mesa de jogo físico, o que faz com que eu seja um dos muitos jogadores que imprimem fichas e que se sentem desrespeitados pela inconsistência do One Page Rules.

wargame


  É por isso que, com essa nova edição de Warhammer e as mudanças de regras, sendo claras, diretas e concisas, mudanças que não afetam a ficha das unidades, mas sim afetam descrições das habilidades (que não aparecem nas fichas), descrições de terrenos (que também não aparecem nas fichas) e alguns rebalanceamentos (que também não aparecem nas fichas). Que eu comparo uma mudança de edição de Warhammer 40K a uma atualização de One Page Rules, como sendo muito mais amistosa a quem imprime e traduz seu material ou usa material impresso do que One Page Rules, que o seu próprio material oficial impresso já está obsoleto. 

 Espero mais respeito futuramente para com os jogadores e para com as pessoas que imprimem e traduzem material.  Porém, como sendo apenas um cronista de blog e ilustrador que joga há muito tempo e muitas vezes é ignorado, creio que quem realmente deveria fazer o seu trabalho pra deixar o One Page Rules mais amistoso não seria eu, mas sim a comunidade de jogadores cujos idiomas foram contemplados com a visibilidade de serem publicados oficialmente.

bicho


  Afinal, One Page Rules, embora esteja no Brasil, não está oficialmente no Brasil enquanto não houver uma tradução oficial para português brasileiro.






Cancelamento de jogo - O motivo que não contei conto hoje...

 

passion de los gatitos

O que é isso?

Um jogo temático de novela, Quando eu comecei a desenvolver o material para este jogo, na forma de uma piada, era apenas uma paródia simples que deveria ter se tornado um joguinho comum. Porém, ao invés de este joguinho ser um jogo solo em que um único jogador estaria disponível, eu o converti em um jogo de RPG com o narrador, que seria chamado locutor, em que haveriam cartões que mudariam a trama durante o jogo. E assim, uma narrativa compartilhada de um episódio de novela, seja ela novela mexicana, Brasileira ou dorama, estaria se desenvolvendo com gatinhos. Porém, durante o processo de criação, enquanto eu estava transcrevendo os textos do rascunho, aconteceu algo inesperado.

rpg com gatos - Bárbaros da Gaturia


   O jogo da onde foi parodiado (o título propositalmente em espanhol já o revela),  foi comprado por uma editora que costuma ameaçar criadores de conteúdo que colocam materiais inspirados em seus jogos à venda, e esta editora, a qual não devo citar o nome, ao adquirir os direitos do jogo base, deixou claro em algumas insinuações no Facebook que estava de olho em pessoas que trabalhassem com RPGs parecidos a ele. 
Não sei se era como piada, mas como eles já tiveram um antecedente antes de atacar uma pessoa que fez um jogo baseado em um jogo de propriedade deles, porém de licença aberta, colocou à venda e teve o seu material atacado, chamado de plágio, e posteriormente roubado para a nova edição da mesma editora. 

  Eu decidi que o projeto paródia, mesmo sendo um jogo gratuito, pois todos os meus projetos paródia são jogos gratuitos, não seria mais lançado unicamente, porque a casa do original era uma editora que poderia me prejudicar no momento em que eu lançasse o jogo.

 Apenas 20% do texto já estava digitado, e eu dei fim no rascunho físico. Eu não me arrependo de ter cancelado o jogo, mas me arrependo de ter divulgado a existência dele, pois não será nada mais, nada menos do que uma capa de jogo paródia, e nunca terá o seu miolo divulgado, mesmo que haja textos referentes a ele e mecânicas atribuídas a ele, isso nunca será divulgado ao público, não por uma questão de medo da editora, mas em respeito ao meu processo criativo, eu prefiro não me envolver com A editora atual deste Livro.

capa par fear


Outros casos de mas com finais diferentes:


   Alguns anos atrás, durante o financiamento coletivo de um livro, Cyberpunk, chamado Katana Ha, eu propus fazer a paródia da capa. Não era um projeto, não era um jogo, era apenas uma arte em homenagem ao lançamento do livro no Brasil, onde eu deveria realizar a arte da capa, substituindo a personagem principal por um gato, e trocando o nome Katana Ha pelos dizeres "Katana Nya", uma paródia com nome, uma troca de letras pra fazer um trocadilho com o gato. 

 E enquanto eu estava realizando a arte para a criação da paródia, uma pessoa responsável pela editora do financiamento coletivo me fez um pedido através de um conselho,  me foi aconselhado a "ão fazer a paródia", não fazer a arte, pois dizia que por eles não serem os donos finais da arte de capa, poderia causar problemas à editora Brasileira junto a americana. E isto me deixou um tanto quanto chateado, pois era uma arte que eu estava com muita vontade de fazer. 

  Porém, neste caso, ao invés de apenas manter-me sem fazer a arte, eu recorri a consultar a editora americana, que ao contrário da editora Brasileira, me respondeu positivamente em vinte e quatro horas, com um pedido muito animado, e solicitando que, quando a arte fosse realizada, eu marcasse a editora americana na publicação. 

O que foi que aconteceu em seguida?

Katana Ha


    Após a realização da arte, a montagem da capa, na qual eu segui o modelo da capa americana (ao invés do modelo Brasileiro de propósito) a editora americana repostou a minha publicação e agradeceu, fazendo uma piada sobre Cyber Gatos, que foi muito bacana. 

   É uma das primeiras vezes em que uma arte minha de paródia de capa não só foi reconhecida pela editora, mas também foi repostada. Coisa que as editoras Brasileiras que já receberam artes de capa minha, muitas vezes, apenas as ignoram. A arte de capa paródia, não só foi repostada e elogiada, como teve a sua publicação impulsionada pela editora americana, o que me deixou bem feliz.
  

Por que falar sobre isso agora?

 Como artista ilustrador, eu vi o espaço para minhas publicações e as minhas artes ser cada vez mais reduzido ao longo dos últimos cinco anos. 

  E esta capa, nada mais foi do que uma das propostas mais simples de divulgação e de homenagem que eu já tinha planejado, e foi descartada como sendo algo que poderia prejudicar a edição brasileira, quando na verdade foi algo comemorado pela edição americana. 

  Posso considerar que  no caso do jogo da Passion de Los Gatitos, onde o sistema de jogo e suas regras seriam voltados para jogos em grupo e não jogos solo, como jogo original, a nova casa do livro veria problemas e me mandaria alguma resposta "Legal". 

Mas muitas vezes, aqueles que estão tomando as decisões nas editoras costumam apenas ouvir "tal coisa esta atrapalhando as vendas",  justamente porque eu não gostaria de arrumar uma confusão com uma editora totalmente de graça cancelei o livro. 

Presto contas de por que o "Passion" não está disponível e  como eu consegui fazer a arte do catana sem sofrer retaliações, tudo isso foram coisas de bastidores que me incentivaram a para de produzir para o Público RPGista.

 Cada decepção foi um incentivo a desistência.